sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

mulher dos alicates

você não confia em mim e nem nela
mas sabe que acredita muito menos em você
se acha auto-suficiente em tudo
mas mesmo assim reclama da falta da minha atenção
e da ignorância do mundo contigo.

diz que meus atos são errados
mas tem toda a consciência que o que está errado mesmo
é a tua percepção distorcida da realidade
grita, reclama e chora
reza igual uma louca para o teu deus que não existe.

nega tua idade, teu peso, tua insanidade
diz que nada é como deveria ser
e clama para teus santos e mortos
te fazerem acreditar que tuas mentiras estão cobertas de razão.

só sabe punir e falar não
olha no espelho e vê a figura do teu fracasso
quer tornar tuas descendências iguais
mas vou te confessar:
EU REALMENTE SOU DIFERENTE.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

cute

∞ infinito ∞

desde que no metrô nos separamos
deixei fluir meus sentimentos em minha imaginação
teu rosto voltou comigo por todo o caminho
já despertando uma quase saudade nesse meu coração.

mil coisas passaram por essa minha mente tardia
pensamentos sobre o futuro que não paravam de cesar
minha vida, minha história se construindo e tomando seu caminho
e a certeza se afirmando cada dia mais que é contigo que eu irei estar.

a cada curva que virava aquele transporte
mais me perdendo estava nessas minhas idéias tão bonitas
minhas aulas, teu consultório, nossa vida
só acrescentando cada dia mais essas nossas belas conquistas.

queria te dizer as palavras mais lindas que alguém já ouviu
encher de poesia todo esse nosso viver
ofertar-te a rosa mais linda do meu jardim
que nunca iria se desflorescer.

escrito no diariozinho encapetado - 29/12/2010

queria dizer qualquer coisa bonita que expressasse de uma forma ou de outra, comigo, não com meu eu-lírico, essa coisa que eu estou sentindo que acabou tornando-se física, não só psicológica. vi aquelas fotos e me deu um aperto no coração que eu não poderia explicar,  aquela cara dele de não-ligo-pra-você e a dele implorando por uma pequena dose de amor de pai... e o garoto adotando uma nova família, sem aquela aversiva figura masculina, mas que sempre o perturba, sempre, sempre, e ele não consegue se desfazer daquele fantasma....
depois, nem lembro por que, me deu vontade de ouvir aquele áudio de novo e meu coração desmorou, de medo, de vontade de fazê-la entender o quanto ela é importante para o mundo, o quanto ela é especial, e um pouco de frustração repentina por não ter argumento para ir contra aquelas ideias dela... queria falar que eu ligo se ela faz alguma coisa pra ficar bem, e eu quero que ela continue, que ela não desista, que ela não largue, e eu quero obrigar... todas essas coisas que ela queria que alguém dissesse e ninguém nunca falou... dizer que eu acho ela bonita e que o mundo precisa de gente assim, e que ela é uma amiga e tanto para mim, mesmo conhecendo ela por pouco tempo...
meu coração tá pequeno... sensível demais...  queria escrever alguma coisa bem bonita, como aquelas que eu escrevia antes, mas estou sem um pingo de inspiração, agora pareço tão... tão... humana, sem poesia nenhuma para exalar, e eu nem sei lidar direito com isso. sinto uma puta saudade de algumas pessoas, que se foram com o tempo, que eu vi indo embora e não pude fazer nada quanto a isso, e um medo tremendo de deixar mais pessoas irem... 
eu fico mostrando o quanto quero proteger todo mundo dos males do mundo, mas na verdade eu só quero tentar saber me proteger deles...

"Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria."

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

televisão

vamos todos sentar e assistir televisão
deixar para trás toda essa podridão
não necessito saber de onde ela veio
quem a faz, ou o que a patrocina
quero só ver minha televisão
sem nem pensar no que a consiste.

a programação forma diversas opiniões
moda, política, religião e sexualidade
coisas que debatem a mais pura realidade.

vemos dos desenhos animados até as novelas das sete
atrizes e atores deixando-se levar por essa tese
mas graças que por fim, desligamos a televisão
vivemos num mundo real
influenciado
que nunca diz não.

“não vejo mais graça nas gracinhas da tv, morro de rir no horário eleitoral...”

dama da noite

nos dias de frio
a saudade invade
sinto falta de teu calor
vontade de ter-te em meus braços
minhas mãos dentre tuas pernas
meus olhares trocando-se com os teus
suor junto com o teu
corpo junto com o teu
como se fossemos apenas uma.

minha boca, em tua carne
tua carne, em minha boca
assim nos fazemos unica
como uma flor do deserto
unicas, somente nós
o amor caiu de meus braços

sorte que foi tu que viste e o agarrou.
agora não larga mais.


minha fênix branca

"por que quando se é branco
como fênix branco
e os outros são pretos,
inimigos não faltam..."

antonin artaud 
citado por anais nin.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

para alcançar um sorriso

bahzinha, sei que você me lê aqui de vez em quando, daí quero te desejar uma coisa bem linda, e toda a alegria do mundo. por que você é especial demais, merece que um monte de coisas legais aconteçam, que você arrume uma namorada que eu e a ju aprovaremos, e que goste bastante da facul, que se forme e tenha um futuro brilhantemente magnífico!
então dê um sorrisinho aí bem legal. e curta bastante essa vida. =)

amo-te! meu porquinho da índia.
e grande amiga. (L)


Caio F.

"Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser “o filho de fulano” ou “o neto de beltrano”. Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino. E se não forem, mesmo que quebrassem ao primeiro vôo, mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado - mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou."





me sinto extremamente assim

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ojesed

eu me vejo cada dia mais feliz por ter o prazer de poder amar loucamente cada pedaço de você. e espero  - como uma criança esperando a véspera de natal - cada oportunidade de te ver, tocar teu rosto, teu corpo, beijar tua boca e ficar repetindo milhares de vezes o quanto eu te amo e o quanto é para sempre. hoje eu acordei com o teu telefonema e não existe nada mais perfeito do que dar bom dia ao dia quando tua voz é a primeira que eu ouço pela manhã.
queria acordar do teu lado num domingo de manhã, sentir o cheiro do quarto, que provavelmente me lembraria lírios ou girassóis (que você me ensinou a escrever da maneira correta), além daquele cheiro gostoso de preguiça e sono. te fazer levantar, puxar tua coberta, acariciar teu cabelo daquele jeito em que posso sentir teu coração acelerado e teu corpo começando a se arrepiar, além de te dar um beijo na testa e dizer que eu quero ficar velhinha com você, só com você. por que é tua presença que preenche o vazio imenso do meu peito, que junta as metades do meu coração.
tenho tantos desejos que tenho também a impressão de que nunca conseguirei dizê-los para você, todos, te mostrar, te fazer sentir com essa mesma intensidade que eu sinto cada pensamento sobre você que passa por essa minha mente apaixonada.
amanhã vou tirar toda essa dorzinha gostosa do meu corpo, por que vou te buscar no trabalho cedinho, ficar do teu lado, depois, te abraçar bem forte, fazer todas essas coisas que eu gosto tanto e que me fazem tão bem. e eu sinto que te fazem também.


"eu nunca quis prejudicar a vida dela, só queria melhorar a minha..."

was once a candy and dan ...



Vi esse filme de novo hoje, e aconteceu todas aquelas coisas que sempre acontecem, o desespero nas partes mais tentas, a confusão, a emoção, a vontade de chorar, sei lá mais o que. vim pensando que poderia pegar algumas cenas, dar print e postar aqui, mas o pc não quis ler o cd, enfim... esse texto que segue é minha parte favorita e a imagem é uma das cenas mais fantásticas... 


"Era uma vez, Candy e Dan. As coisas estavam quentes naquele ano. A seiva derretia nas árvores. Ele escalava sacadas. Ele escalava tudo, fazia qualquer coisa por ela. Ah, Danny querido. Milhares de pássaros minúsculos enfeitavam o cabelo dela. Tudo era dourado. Uma noite, a cama pegou fogo. Ele era lindo e ótimo criminoso. A gente vivia de luz e de chocolate. Era tarde de extravagante deleite. Danny, o destemido. Candy desapareceu. Os últimos raios de sol do dia passeiam feito tubarões. Eu queria tentar do seu jeito desta vez. Você entrou na minha vida rapidinho, e eu gostei. A gente se retorcia na lama de nossa alegria. Minhas coxas ficaram molhadas com liberdade. Então, houve um intervalo .. e toda a Terra tombou. É o que interessa, é o que a gente quer. Com você dentro de mim, reconheço minha morte. Talvez a gente nunca mais durma. O monstro da piscina. É da natureza do cão .. Com gatos, galinhas e feijão. Onde quer que eu olhasse .. Às vezes, eu te odeio. Sexta-feira. Eu não falei para valer. Mãe do azul, anjo da tempestade. Você apontou para o céu. Demanda. Oferta. Aquela se chama Sirius, ou Estrela do Cão. Ha ha! Maldito, Ha! Você é maldito Dan. Um vaso de flores ao lado da cama. Machuquei sua cabeça na cabeceira da cama. Mas o bebê morreu pela manhã. Nós demos um nome a ele. O nome dele era Thomas. Coitado desse pequeno deus. O coração dele bate feito um tambor de macumba. Era uma vez, Candy e Dan. Foi apenas dois deles. Tudo era ouro. Ele era lindo e um ótimo criminoso. Nós viviamos sob a luz do sol e barras de chocolate. Ele escalava sacadas, escalava tudo, faz qualquer coisa por ela, oh Danny. Você entrou na minha vida tão rápido e eu gostei. Mas Danny você disse, você prometeu. Você observou o céu, aquele chamado Sirius ou Estrela-cachorro, mas aqui na Terra. Quanto eu amo esse murmurio nas minhas orelhas. Uma vez que existir uma coisa para amar e não pode ser você. Danny meu pequeno travesso. Candy desapareceu.
É um mundo sujo Reich, diga o que quiser dizer ..."



para o quixote

querido caio,

faz muito tempo que não me entrego a esse tipo de coisa, então chego a achar que já perdi o jeito... como não vivi muito até hoje, quando digo que algo “faz muito tempo”, sinto-me tremendamente infantil, olha só, que negação da idade, tão nova já querendo ser adulta.
já que não tem uísque, estou tomando guaraná e ouvindo cazuza, foi seu amigo, não foi? li em alguma biografia das muitas sobre você. por falar em conhecer e amizades, por vezes me pego frustrada demais por não ter lhe conhecido, provavelmente teríamos sido grandes amigos, de verdade. Poderia ter lhe dado alguma das frangas e você teria dedicado algum de seus lindos textos a mim “seria bonito, diria talvez, coisas bonitas não acontecem mais...”.
sabe, caio, não ache que sou exagerada nem nada, na verdade eu sou, mas tem muitas coisas sobre mim que não queria que você soubesse, acho que isso nos distanciaria. não as coisas, mas sim todo esse medo de me expor para as pessoas... você não era nenhum pouco assim.  cheguei a acreditar em algumas ideias que são completamente contra meus princípios – anti-princípios - para explicar essa ligação literária entre a gente. acho que tu já sentiste isso em relação à clarice, mas olhe só que mundo injusto, little quixote, você a conheceu e eu, nunca terei a oportunidade nem de pegar na tua mão, assim, me contentarei com meu magnífico exemplar de 1982 com um autografo que eu me gabo tanto, mas nem é para mim.
meu primeiro livro eu dediquei a você e a garota de freud, a você foi escondidinho - como muitas das minhas dedicatórias, mas foi o meu jeito de dizer o quanto tu és importante para mim. temos nossos segredos, não é? penso que você acreditaria em mim se visse o quanto despindo a sanidade se parece com terça-feira gorda, e acreditaria também quando eu te falasse que escrevi aquele conto sem ler o teu, garoto, o livro não me deixou ler. 
acho que não tenho mais o que te dizer, colocarei essa carta junto com aquelas que eu escrevi para o jim à quase cinco anos atrás.

gosto de ti, quixote, mais que o garcia.

beijos com sabor de bala de criança, como os da última carta.



domingo, 26 de dezembro de 2010

adeus, liberdade de expressão!

a gente nasce, começa a crescer e as coisas da época de criança vão perdendo todo o sentido, todas elas. aquelas birras, vontades, luxúrias, nojos, intriguinhas baratas criadas como apenas um pedido de atenção...  começamos a nos interessar por filmes, músicas, livros diferentes, que os outros tacham como anormais para alguém com tão pouca idade. daí vem a repressão, o medo. tão pequeno com tanta busca pela liberdade. maldita liberdade que cega tanto. pelo menos a mim. estou um pouco revoltada, particularmente falando, fui reprimida de escrever, vi uma entrevista com a clarice lispector esses dias, que o entrevistador perguntava o que ela faria se alguém proibisse ela de escrever, e ela dizia: "morreria". aí que está o ponto, quando vieram me dizer sobre meus textos e meu livro, que eles são "pesados" demais para alguém da minha idade, que isso era feio, não-social e nhenhenhe... me tiraram esse prazer imenso, que é a escrita, veja só que absurdo, me PROIBIRAM de escrever (...)

mas, como eu sou birrenta e adoro a quebra de regras, criei esse blog, escondidinho, para dizer o que eu quero sem repressões, opressões, cobranças ou qualquer coisa assim. eu crio tantos blogs por que me canso deles, somente por isso, preciso sempre de uma inspiração nova para tudo, inclusive para a escrita.

não tenho mais nada para dizer, mas tô cheia de pseudo-inspiração. vou ver se escrevo um poema, ou qualquer coisa assim...