segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mais merda.


Não tenho mais nada a dizer. Está doendo como eu nunca achei que doeria antes e novamente não há nada que eu posso fazer quanto a isso. Então me calo, o tempo todo, fingindo que eu estou bem e com aquele semblante de nada-nunca-mais-vai-me-machucar, respondendo perguntas que as pessoas criam a todo momento sobre mim e a bosta da minha vida. Todo momento, todo o momento... Estou cansada, exausta, com a sensação de que nada mesmo é para sempre, isso tira minhas esperanças. Nem minha dor é para sempre. NADA é para sempre. Tudo acaba, fode, destrói. A única coisa que eu tinha viva dentro de mim está se destruindo. Me sinto com um fracasso imenso. E o pior: Eu não vejo mais poesia nenhuma na minha dor.
Eu fico fazendo tudo o tempo todo esperando não machucar, o tempo todo... E quem é que espera não ME machucar? Por que está doendo e eu nem tenho o direito de culpar ninguém por isso, nem eu mesma. Estou cansada de amores Shakespearianos, cansada de tudo, eu mal consigo escrever um texto bonito, qual foi à última vez que eu consegui? Tudo isso já havia acontecido?
Nem para terapia eu tenho mais saco. Minhas consultas parecem uma sessão de despacho Junguiana. Eu não consigo mais suportar toda essa lenga-lenga de: Entre dentro de você e tira a porra do ciúme, da inveja e da raiva que você está sentindo por esse holeass do caralho que você mal conhece, ok. Sou mesmo infantil e mimada. O tempo todo. Só que eu ainda tenho o direito de ter preconceito contra pessoas escrotas.
Não consigo mais escrever, não consigo mais uma renca de coisas. As pessoas ficam dizendo que eu escrevo bem, ficam me dando o tempo todo pseudos-elogios, nada concreto, sempre as mesmas explicações de fulanos que nunca nem pegaram um livro na mão. E o pior, só vêem o que foi editado e bonitinho, a podridão mesmo elas não gostam. O que sou eu mesmo elas acham podre demais...
Falo assim como se eu soubesse o que sou eu...
Acho que nada mais no mundo vai preencher esse vazio que eu estou sentindo agora.
E não quero lenga-lenga tirada de livros de auto-ajuda...